STRINDBERGSMUSEET - STRINDBERG MUSEU - SUÉCIA


Escrevi sobre livros lidos na Suécia, na postagem anterior, e dentre esses, Gente de Hemsö, de August Strindberg e por uma feliz oportunidade, apresento aqui informações sobre o museu que leva o seu nome, o qual tive a oportunidade de conhecer nessa temporada de 2012 que passei em Estocolmo.


August Strindberg é considerado um dos maiores escritores de seu tempo. Autêntico e admirado por muitos, foi romancista, dramaturgo e intelectual envolvido em causas sociais, como o movimento operário na Suécia. Atuou como ator, foi fotógrafo, músico, pintor e um dado que me chamou atenção: trabalhou na Biblioteca Real em 1874.


Sobre o Strindbergsmuseet, destaco que está localizado em Estocolmo, no edifício Torre Azul, (Blue Tower). O interessante é que o espaço é um ambiente residencial e foi criado exatamente no edifício que o escritor morou os últimos quatro anos de vida.


O local apresenta sala de visita, quarto, banheiro, sala de jantar e sala de estudo. Do ponto de vista informacional está dividido um duas partes: o espaço residencial e outro apontando aspectos diversos de sua vida e obra.


A parte residencial, foi para mim a mais interessante, a maioria dos móveis são originais e permitem imaginar como o escritor viveu naquela habitação.


Para criar mais realidade, em cada ambiente foram adicionados sons que dão mais sentido ao local,como por exemplo, um telefone que toca ou uma forte tosse vinda da sala em que Strindberg escrevia e...fumava.


Na segunda parte do museu, um pequeno auditório, oferece a possibilidade de conhecer mais sobre Strindberg por meio de um filme que conta sua vida, com duração de 25 minutos.



Ao longo das salas com exposições há muitas imagens fotográficas, livros, bustos e informações que ajudam a formar mais e mais uma visão das facetas do escritor.



Há também uma biblioteca. Uma biblioteca especializada que reúne seu acervo pessoal. De acordo com o site do Strindbergsmuseet:
A Biblioteca Strindberg é principalmente uma biblioteca de pesquisa, contendo 6,800 livros sobre a história, a linguagem, astronomia e química e outras ciências, mas também principais obras escritas por Shakespeare, Goethe, Swedenborg e Balzac.
Sobre essa biblioteca, contam que quando Strindberg se mudou para a Torre Azul, em 1908, não havia espaço para adicionar os livros, ele então os deixou com um agiota, contudo, um ano depois alugou um apartamento, no mesmo edifício e a resgatou.

Fiquei triste por não ter tido acesso a biblioteca, pois de acordo com a senhora que atendia na portaria, o espaço somente é permito para grupos. Insistimos, mas não houve jeito. Apesar desse inconveniente, adorei o museu.

No ano de 2012, toda a Suécia, prestava homenagens ao centenário da morte de August Strindberg.

Fotos: Soraia Magalhães e Peter Janzon
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