BIBLIOTECA DO CZAR NICOLAU II - HERMITAGE

O Palácio de Inverno em São Petersburgo foi a principal residência dos monarcas russos, entre 1732 e 1917. Foi erguido entre 1754 e 1762 para substituir velhas construções de madeira. Na sequência de um incêndio em 1837 que destruiu o interior do edifício, o Palácio de Inverno foi renovado, que acabou por ser concluído com mais de mil quartos, em uma escala monumental que pretendia refletir o poder da Rússia imperial.

Após a Revolução Socialista de 1917, o palácio sofreu ataques e pilhagens - um momento decisivo no nascimento do estado soviético (tem umas cenas muito boas no "Outubro"). Hoje, o palácio restaurado faz parte do complexo das construções que abrigam o Museu Hermitage.

A biblioteca fazia parte dos aposentos privados do último czar da Rússia, Nicolau II. Foi criada em 1894-1895 por Alexander Krasovsky, e na sua decoração o arquiteto fez uso extensivo de motivos góticos.

Na Rússia do século XVIII, a designação de biblioteca "privada" de um monarca se referia à coleção de livros dispostos em salas ao lado de seu quarto, em sua residência principal. Esse já era o costume quando Pedro, o Grande, levou de Moscow para São Petersburgo a pequena biblioteca que herdou de seus antecessores Romanov.

Esta coleção foi aumentada progressivamente através da adição de cópias recebidas dos autores e agências governamentais, e por meio da compra de livros na Rússia, Inglaterra, França e Alemanha, tal como solicitado pelo imperador ou diretamente ordenada pelo seu bibliotecário. Durante o reinado de Catarina II, a coleção de livros aumentou tão dramaticamente em tamanho que se espalharam pelas salas do edifício adjacente do Hermitage.

Até o final do reinado, esta coleção continha 15.720 volumes e cobria as áreas de religião, filosofia, história, crônicas da família imperial e suas viagens, artes militares, literatura, direito, ciência, medicina, agricultura, comércio, ferrovias, arte e obras de referência.

Cada parte da exposição no Hermitage apresenta uma espécie de espelho do seu próprio tempo. No caso da biblioteca, o interior com painéis decorativos no teto, a lareira monumental e janelas altas com os arabescos levam os visitante de volta para a Idade Média.

A biblioteca restaurada representa o interior original do palácio. Os itens exibidos na exposição recriam parcialmente o panorama do modo de vida da aristocracia russa.











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