BIBLIOCAMP RECIFE - 2016


O Bibliocamp Recife aconteceu no dia 14 de maio de 2016 no Instituto Ricardo Brennand, um dos mais incríveis museus do mundo (eu que já conheci muitos por vários países concordo plenamente com a afirmação).

Assim, como nas edições anteriores, o Bibliocamp Recife também deixou um gostinho de quero mais entre os participantes. Organizado pelo Bibliotecário Gustavo Henn, reuniu um grupo animado de profissionais que tocaram diversificados temas.

Desde 2011, o BiblioCamp  vem sendo realizado por iniciativa de bibliotecários que entenderam que a proposta acontece em forma de “desconferência”, aonde as exposições orais tratam sobre  experiências que fogem o ritmo convencional dos eventos da área.

Doze apresentações foram realizadas envolvendo assuntos como atuação profissional, atividades criativas, empreendedorismo, estímulo à leitura, ativismo bibliotecário e outros.

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A primeira apresentação ficou por conta da prata da Casa, ou seja Aruza Holanda, Thiago Leite e Juliana Santiago bibliotecários do Instituto Ricardo Brennand.  A fala porém foi de Aruza, que apresentando bela trajetória, contou sobre o trabalho na Instituição e um pouco de suas experiências na profissão em outros espaços.


Na sequência, foi a vez da jovem e animada Bibliotecária Ana Carolina Sobral que fez um balanço de suas atividades envolvendo a Praça do Sebo, em ações de mobilização em prol do estímulo à leitura, bem como em atuação pela COMPAZ (Rede de Bibliotecas pela Paz), uma proposta que segue princípios do modelo de Bibliotecas Parque da Colômbia.


Vinda de Fortaleza, no Ceará, a Bibliotecária Fabíola Bezerra agitou o auditório ao apresentar sua trajetória como idealizadora da fan page Mural Interativo de Bibliotecário e ao destacar números expressivos e ações referente as suas atividades com esse segmento de comunicação no Facebook. De de quebra, promoveu interação entre os colegas por meio de suas T-Shirts Mural. 


O quarto palestrante foi Marcos Antônio Soares, Bibliotecário da UFPE. Marcos também é ator e escritor sendo o autor dos livros Bibliotecário Bar e Diário de Marjorie: memórias de uma travesti. Marcos instigou a pensar por que os bibliotecários pouco escrevem...


Então chegou a vez da apresentação do conterrâneo amazonense Jorge Cativo que contou suas experiências trabalhando no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA e as mudanças propostas visando a otimização dos serviços bibliotecários na Instituição. Bonito trabalho!


Mas foi em dado momento...por meio da fala de um bibliotecário com seu chapéu de couro que a poesia e a emoção tomaram conta do auditório. Poeta e historiador Lino Sapo, como é chamado, narrou suas aventuras e desventuras em forma de poesia e gerou encantamento entre os presentes.


Após o almoço, na segunda etapa do evento, foi a vez da Bibliotecária Gilvanedja Mendes contar sobres as lutas que vem sendo travadas no Recife em prol da defesa das Bibliotecas, Livro, Leitura e Literatura. Ela está bem engajada em todas elas!!!


Um trabalho que encantou a todos foi Design Thinking para bibliotecas e outras coisas, apresentado pela Bibliotecária Paula Azevedo Macedo. Ela contou sobre intervenções realizadas em bibliotecas comunitárias de São Paulo e as perspectivas que se abrem com as propostas de se pensar espaços buscando soluções inovadoras voltadas para atender as pessoas.


Jonathas Carvalho, escritor e professor do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Cariri, apresentou reflexões voltadas para formação de curso de pós graduação na área biblioteconômica. Modesto, poderia ter falado o que todo mundo queria ouvir...um pouco sobre seu recém lançado livro  “Tópicos em Biblioteconomia e Ciência da Informação: epistemologia, política e educação”.


...E novamente a poesia tomou conta do auditório do Instituto Brennand. Daiane Rebelo e Jimmy Marcone, estudantes do Curso de Biblioteconomia da UFPE apresentaram o LIVRES-SE. Declamando um poema, Jimmy instigou a todos a tomarem conhecimento sobre o projeto que objetiva estimular o gosto pela leitura e a poesia por meio da distribuição de livros. Os participantes devem recitar um poema...para ganhar um livro!


Outra ação muito bacana veio da apresentação da Bibliotecária Juliana Albuquerque que atua como ativista em várias frentes em projetos voltados para o livro e leitura. Juliana contou e mostrou muito sobre o movimento cartonero, uma forma sustentável de publicação de livros. Ela é uma das sócio-fundadoras da Empresa Cartonera do Mar.


O encerramento do time de apresentadores ficou por conta do Bibliotecário Maurício Guenes que contou de forma muito bem humorada, alguns "causos" vividos como estudante de curso de Biblioteconomia (isso lá pelos anos de lá vai bolinha), bem como as conquistas como profissional da área e o uso dos conhecimentos adquiridos para outras atuações. Muito bom!


Creio que não houve bibliotecários que tenham saído dessa experiência achando que foi perda de tempo. Ganhamos experiências e nos divertimos. Adorei ter ido e deixo agradecimento a Gustavo Henn pela atenção!!!

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As imagens a seguir são de pura tietagem. Todo mundo gosta de registrar momentos e eu não sou diferente. Muito bom encontrar tantos colegas inspiradores!














E foi assim, em um lugar maravilhoso, com pessoas engajadas e o desejo de trocar informações e ao mesmo tempo confraternizar que foi encerrado o evento com a proposta da nova edição, dessa vez em Fortaleza sob a batuta da amiga Fabíola Bezerra.

Fotos: Soraia Magalhães e demais colegas
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