BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA NO FILME - ÁGORA

ÁGORA (ou Alexandria em versão brasileira), foi lançado em 2009, sob a direção de Alejandro Amenábar e trás a belíssima atuação de Rachel Weisz.

O título original tem por definição o que foi no passado uma praça central alardeada por edificações públicas e mercados nas cidades gregas da Antiguidade clássica. Um lugar de democracia.


Quando assisti o filme em 2010, ainda ministrava aulas para o Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na época pensei levá-lo para uma discussão com os alunos, contudo uma série de dificuldades inviabilizou essa ação.

É uma trama muito envolvente. A versão inspirada na vida de Hypatia, filósofa, astrônoma e matemática nos leva para uma idealização do que pode ter sido a Biblioteca de Alexandria. Se passa num Egito tomado pelos romanos, quando a cidade vive um período de grande agitação em torno de ideais religiosos, avanços do cristianismo, a relação com judeus ortodoxos, o envolvimento com a política, a filosofia e a ciência.

A cena do filme para mim, acontece durante os violentos confrontos sociais e religiosos nas ruas de Alexandria, que culminam com a invasão da Biblioteca levando Hypatia e seus alunos e discípulos, arriscarem suas próprias vidas para salvar os rolos de papiro que guardavam o conhecimento da época.


A Biblioteca de Alexandria foi a maior da antiguidade e por isso mesmo pode ser considerada a mais famosa da História. Vem servido de inspiração e curiosidade para muitos e, talvez, em maior escala para historiados, bibliotecários e estudantes dos cursos de biblioteconomia por ser sempre citada nas aulas de produção de registro do conhecimento ou outras disciplinas similares.


O filme nos proporciona conhecer uma mulher singular. Hypatia era apaixonada pelo conhecimento e viveu numa época em que as questões religiosas e seus conflitos, trouxeram reflexos drásticos para o avanço da ciência, da democracia, da liberdade e para sua própria existência. A marca principal dessa história é a intolerância.

Vejam e reflitam sobre isso!
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