BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul teve seu marco de criação em 1871 e ganhou prédio próprio em 1912 e ampliação em 1922. O belo edifício foi tombado em 1986, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), e, em 2000, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


O edifício da Biblioteca Pública Estadual é uma joia artística e arquitetônica que carrega consigo fortes elementos do pensamento positivista. Sua fachada possui dez bustos de personalidades de áreas diversas do conhecimento como: Dante, Gutemberg, Shakespeare, Descartes e outros.


Tive a oportunidade de conhecer os ambientes da Biblioteca, bem como o antigo livro que trás imagens de seus primeiros momentos de atividade operacional conforme se pode ver na imagem abaixo, havia uma sala reservada para as mulheres.


Os espaços internos eram fortemente decorados. No salão de leitura em estilo clássico as paredes possuíam pinturas murais, contudo anos depois foram revertidas por outra pintura uniforme objetivando gerar um ambiente mais reflexivo e apropriado a concentração na leitura. 


Dentre as salas mais bonitas, chamam a atenção o Salão Mourisco e a Sala Egípcia que são ricamente decoradas com esculturas, luminárias, móveis e outros. Sobre o acervo da Biblioteca, de acordo com dados contidos no site do Estado:
O acervo bibliográfico da BPE é constituído por cerca de 240 mil volumes. A coleção de livros raros da Biblioteca é composta por raridades dos séculos XVI a XIX, como a PHARSALIA, de Lucano, de 1519. Publicações e documentos que registram a história e a literatura rio-grandenses, enciclopédias, dicionários e obras sobre todos os setores do conhecimento humano, além de jornais, revistas e folhetos, completam a coleção da instituição e encontram-se disponíveis para pesquisa.
Desde abril de 2007 o edifício está em obras para reforma e restauro pelo projeto Monumenta e por conseguinte, fechado à visitação pública. Parte do acervo e serviços foram transferidos para a Casa de Cultura Mário Quintana, onde funciona temporariamente a Biblioteca.

Creio que sete anos é tempo demasiado para uma reforma. Espero que o Governo do Rio Grande do Sul busque uma saída para viabilizar a conclusão da obra e devolver esse espaço para o povo riograndense e que dada a condição do edifício como patrimônio histórico, crie um projeto arrojado para construção de uma nova biblioteca pública estadual, em local que possa agregar novas tecnologias, dinâmicas de incentivo à leitura, espaços para leitura e pesquisa e que seja tão bonito para os dias atuais, quanto foi no período em que foi pensada sua antiga biblioteca. 

  
Mais uma vez agradeço às bibliotecárias Morgana Marcon e Cristina Alice Gomes por viabilizarem meios para que Peter e eu pudéssemos realizar essa visita. Agradeço também ao Bruno que nos guiou e contou muito do que sabia sobre o local.

Fotos: Soraia Magalhães
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