PENITENCIÁRIA FEMININA EM MANAUS - PALESTRA: LIVRO, LEITURA E BIBLIOTECA


Na última segunda-feira, dia 29 de junho de 2016, participei de uma atividade na Penitenciária Feminina regime fechado, em Manaus com a palestra Livros, leituras e bibliotecas, ação que foi inserida no projeto "O despertar da leitura: florescendo a liberdade".


A oportunidade surgiu a partir do convite de Andréa Oliveira, Bibliotecária da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, SEAP que criou todas as condições e favoreceu junto com outros profissionais o encontro com o grupo de mulheres. O momento serviu para falar de minhas experiências com livros que me trouxeram  não apenas diversão, mas também reflexões sobre a vida.


O grupo era pequeno, dez reeducandas (são assim chamadas) que participaram ativamente, ouvindo histórias, fazendo perguntas, interagindo e ao final pegando livros emprestados.


Andréa, em conversa prévia havia alertado que o objetivo era buscar meios de despertar o interesse das mulheres para os livros, pois entre elas percebeu-se maior resistência. Os homens tem se mostrado mais dispostos. 


Para a atividade contei um pouco da minha relação com a leitura, falei de meus livros infantis, em especial Lia sempre lia e de outros livros que li e que gostei como Onze minutos, de Paulo Coelho, O menino Maluquinho, de Ziraldo e A flor do lado de lá, de Roger Melo ao qual foi registrado um pequeno vídeo:


O tempo passou voando e ao contrário do que muitos podem pensar, foi agradável. A ação me fez refletir sobre a importância de projetos que favoreçam o envolvimento de mais pessoas que possam contribuir no incentivo à remição pela leitura, projeto já consolidado no sistema carcerário do país.


Ao encerrar a palestra todas nós estávamos contentes. Eu particularmente, por acreditar no aspecto da oportunidade. Penso que ao sair dali, quem sabe por meio dos livros elas poderão ser influenciadas a buscar caminhos diferentes para seguir suas vidas.  

Apesar de ter sido tudo muito bem, não pude deixar de notar que a biblioteca da Penitenciária Feminina não é boa e por isso, claro, se torna muito difícil incentivar à leitura com acervo desatualizado e ambiente pouco atraente. Mas os colegas bibliotecários que atuam na Instituição estão plantando frutos para avançar nesse sentido.


Encerro agradecendo a atenção de todos os funcionários da Penitenciária Feminina de Manaus, pois fui muito bem recebida. Deixo na imagem acima uma recordação ao lado de Antônio Carlos Seixas (bibliotecário que atua a 30 anos no sistema carcerário), com a Bibliotecária Andréa Oliveira, com a Diretora Suzani Costa Ferreira e Silvana Nunes Rodrigues, diretora adjunta. Foi especial!

 * Caso as meninas comecem mesmo a interagir com os livros que lá deixei, pré-agendamos uma oficina de mediação de leitura para o trimestre final de 2016, quando retornarei à Manaus.
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