CENTOEQUATRO EM BH, NÃO TEM MAIS BIBLIOTECA


As imagens que ilustram esse post datam de 2014, período em que visitei pela primeira vez o CentoeQuatro, espaço, localizado em Belo Horizonte, que entre outras coisas possuía uma biblioteca especializada. No geral, sobre a proposta do lugar, seu site aponta que:
O CentoeQuatro surge com as portas abertas à ocupação artística, ao debate e à formação. No espaço, entram em foco a geração de conteúdo interdisciplinar, a difusão da arte e a democratização do acesso ao conhecimento e aos bens culturais. Mutável e multiuso, o CentoeQuatro é, ao mesmo tempo, café, cinema e galeria. Assume uma programação de duas vias, com projetos próprios e intervenções propostas por organizações, coletivos e indivíduos comprometidos com a cultura e com a produção artístico-intelectual. Sede do Instituto Antônio Mourão Guimarães – IAMG, o CentoeQuatro defende a arte e a educação como ferramentas para o desenvolvimento social.
Instalado em um edifício que data de 1908 (que abrigou  até os anos 30, uma grande indústria mineira), o ambiente se parece mesmo com uma antiga fábrica. 


O nome decorre do local ter sido utilizado por companhias têxteis. Foi chamado no passado de 104 Tecidos, daí a inspiração para o nome atual. 

Possui uma atmosfera que inspira a realização de atividades culturais, inclusive é importante destacar que o edifício tem ligação histórica com outros espaços marcantes da cidade localizados na região da Praça da Estação, como por exemplo o Museu de Artes e Ofícios e o Centro Cultural UFMG.


Sempre que visito um espaço de cultura, busco a existência de uma biblioteca. Inclusive em 2014 fotografei a placa na porta e um cartaz que orientava sobre os procedimentos de uso.

Naquele período estava de passagem e não cheguei a conhecer a biblioteca em funcionamento. Uma pena, por que neste momento, tendo em vista que estou passando uma temporada em BH, busquei o ambiente para estudar, contudo soube que há três semanas foi desativado. É lastimável quando constatamos perdas como essa, afinal a biblioteca ocupava apenas uma pequena sala...

Sobre a biblioteca, ainda consta no site a seguinte informação: 
A Biblioteca 104 possui acervo especializado em artes visuais e oferece para consulta mais de 2.000 títulos entre livros, períodicos e catálogos a artistas, estudantes universitários de graduação e pós-graduação, pesquisadores e visitantes. As consultas devem ser feitas no local, pois não é permitido o empréstimo das publicações. A biblioteca está equipada com computadores com acesso à internet para pesquisas complementares. A Biblioteca 104 foi viabilizada pelo Prêmio Procultura de Estímulo às Artes Visuais 2010 da Funarte.
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Bom, mas dentre as atividades bacanas que se pode encontrar no ambiente cultural do CentoeQuatro, estão as atividades voltadas para o Cinema com programações bem selecionadas e com preços acessíveis. A sala de projeção possui 90 lugares e acesso para pessoas com deficiências. 

A imagem que abre esse post é da área do Café, o local é amplo e bonito. Aliás em termos de espaços físicos todo o ambiente oferece oportunidades, inclusive já estive ali durante a realização de feiras. É ótimo para a realização de atividades culturais. 
Na área do Café, em 2014 havia um local aconchegante com uma pequena estante com livros para consultal. Agora que já não há mais biblioteca, espero que esse serviço continue...Camila, minha filha, inclusive me fotografou segurando um dos livros desse espaço.


Encerro esse post, agora sendo chata e sugiro uma reformulação na auto-definição da proposta do CentoeQuatro, pois quem defende a arte e a educação como ferramentas para o desenvolvimento social, deveria defender o estímulo à leitura e a pesquisa e por isso mesmo não deveria desativar bibliotecas. Se a ideia de desativação perseverar (mas espero que seja repensada!), faz-se necessário também excluir o item sobre suas atividades contidas no site.

Fotos: Soraia e Camila Magalhães
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