2019, CONTUDO, CONTUDO...


Passei grande parte do ano de 2019 fora do Brasil, tempo suficiente para sentir saudade de casa, da família, dos amigos, contudo foi um tempo também de viver experiências que deixaram marcas, grande parte delas, positivas.

Na imagem que abre esse post guardo alguns dos bons momentos com pessoas queridas (impossível colocar todas), mas aproveito para agradecer o acolhimento recebido, inclusive por parte daqueles que não estão contidos nas imagens.

Do ponto de vista macro, o ano de 2019 não foi fácil, estando distante do país pude assistir por meio da imprensa e redes sociais as trapalhadas do desgoverno e a derrocada do Brasil com um presidente que envergonha a nação com ações e palavras, que retirou direitos, que desmantelou a cultura, que instiga a violência,  que está envolvido (ele e sua família) em diferentes escândalos e que até o momento não apresentou um plano de governo plausível que possa promover melhorias nas condições de vida do povo brasileiro.

O ano porém, no âmbito pessoal me trouxe a possibilidade de estar em Salamanca, e de receber ali o carinho do meu querido Peter Janzon, além do acolhimento e amizade de Silvana Revollar e Pilar Luengo, também alguns encontros com meu orientador José Antonio Frías e às visitas a Biblioteca Casa de las Conchas.

E...Dentre tantas coisas vividas em Salamanca sou grata pelos momentos alegres desfrutados com as amigas Cristina Oliveira e sua mana Tereza Oliveira, bem como as conversas e cañas tomadas com Alexandra S. Pinheiro e o inesperado encontro com Erika Rubi e Catherine Rendón  (em uma biblioteca pública);

Além desse momento em Salamanca, não devo esquecer de citar a oportunidade de participar em Barcelona do IX Encuentro Ibérico EDICIC 2019, onde puder encontrar o Professor Oswaldo F. Almeida Júnior,  além de Heloá Oliveira, Ana Leila Khadra e tantos outros colegas brasileiros. 

Devo apontar porém que o mais importante acontecimento do ano foi acompanhar o nascimento do meu neto Martim, a gravidez da Camila me fez voltar a Belo Horizonte, fator que me permitiu conhecê-lo em seus primeiros momentos de vida. 

E BH, trouxe a oportunidade de poder estar com Jhennifer, Kellen Guimarães, Josemberg Mendes (brevemente), Pâmela Machado, Samuel Medina, bem como com meu filho Phellipe e assim planejar com ele, novos sonhos e rotas.

O retorno a Europa gerou a oportunidade de viver novamente em Portugal, firmando ainda mais em meu coração o gosto por esse país e não posso deixar de agradecer outra vez a amiga Helena Leitão por abrir sua casa, biblioteca e tudo mais que me proporcionou; bem como o reencontro com Ana Cláudia Moxoto e a acolhida em Coimbra das queridas Cristina e Tereza.  Foi bom demais fortalecer os laços da confraria das CDC! 

Mas ocorreram coisas muito tristes:
  • As queimadas na Amazônia, os assassinatos de indígenas, o aumento da violência e desigualdades sociais e a percepção de que a luta por bibliotecas pode se tornar secundária diante de tantas demandas;
  • A partida do meu querido professor José Aldemir de Oliveira; a Amazônia ficou mais desamparada sem suas reflexões e sonhos;
As grandes Alegrias:
  • Martim;
  • Lula Livre;
  • Participar em Guadalajara do Colóquio Internacional de Bibliotecários;
Poderia apresentar mais coisas, mas encerro apenas agradecendo ao meu querido Peter Janzon por seu amor e parceria e a minha família e amigos em Manaus por compreenderem a ausência pois encerro o ano sem terminar meus estudos, mas aprendi que muitas vezes precisamos renegociar planos, é o que estou fazendo.

Que 2020 seja mais feliz!!!

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