DA VISITA A SAMOS, GRÉCIA

Desde criança desenvolvi forte curiosidade pelas histórias das antigas civilizações, surgindo assim o desejo por conhecer lugares como Egito, Grécia, México, Peru. O interesse pela Arqueologia e a ideia de ter essa área como profissão me acompanharam por muitos anos, mas quanto iniciei estudos universitários, segui a Biblioteconomia e tenho me dedicado bem nessa profissão.  

Esse post, consiste em um pequeno relato de viagem pois, desde maio de 2022, após breve passagem por Salamanca para receber o Prêmio Extraordinário de Tese, segui para Estocolmo e como presente de meu querido Peter Janzon, ganhei a oportunidade de viajar por uma semana para a ilha de Samos, na Grécia.

Apesar de termos nos instalado na cidade de Pythagoreio, fomos por duas vezes a área central de Samos, capital da ilha, local conhecido como Vathy e assim conhecemos a Biblioteca Pública de Samos, estabelecida em belo edifício de dois pisos. 

Sobre o espaço, consta que a edificação foi descrita como uma obra de arte pelo Ministério da Cultura Grego, tendo sido doado por um rico madeireiro que o legou em testamento para a criação de uma biblioteca pública. Veja outras informações sobre a biblioteca aqui. 


A edificação está localizada em excelente área, junto a orla marítima e setor comercial, fator que propicia as condições para boa concentração e movimentação de pessoas. 

      

Com dois pavimentos e várias salas, a Biblioteca Pública de Samos possui espaço reservado para o público infantil e áreas para a distribuição do acervo em diferentes áreas do conhecimento. 

Em termos arquitetônicos, entre outras coisas, há de se observar a beleza das escadas que oferecem acesso ao salão de leitura na área superior, onde um pequeno balcão permite desfrutar de linda vista para às aguas do mar.
 

 

Me causou muita satisfação a visita realizada a Biblioteca Pública de Samos, além de gratidão pelo  atendimento cortez e a simpatia com que fomos recebidos Peter Janzon e eu, principalmente em vista da minha limitação linguistica. 


Das coisas que mais admiro em uma biblioteca estão os mecanismos utilizados para oferecer boa recepção aos que buscam às bibliotecas, por isso deixo meus agradecimentos aos funcionários que nos atenderam e em especial ao Bibliotecário Manolis Pyrgiotis (Diretor da Biblioteca Pública de Samos). 

Na imagem abaixo posei toda contente com a carteira de sócia da Biblioteca Pública de Samos, essa passou a integrar minha coleção de carteirinhas de bibliotecas de lugares por onde passei.  


Da conversa sobre bibliotecas públicas, soube porém que nas pequenas cidades que circundam a ilha não haviam esses espaços instalados, para uma população com aproximadamente 30. 000 mil habitantes a existência de apenas uma biblioteca pública, demonstra o pouco investimento voltado para esse equipamento cultural no país.

Em Pythagoreio, contudo identifiquei alguma ação de incentivo à leitura por meio da ideia de livros livres, ou seja uma pequena cabine para trocas de livros, muitos dos quais deixados por turistas que visitam a região. 


Apesar de não ter o propósito de avançar muito mais nesse post, devo dizer que minha viagem a Grécia foi absolutamente cultural, pois pude visitar em Pythagoreio, além do Museu Arqueológico, também o Heraion de Samos, que consiste em um sítio arqueológico que conta muito sobre o enorme santuário dedicado a deusa Hera. O local foi designado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1992. 

 

Pythagoreio reflete o orgulho de nascimento do matemático e filósofo Pitágoras nessa área de terra grega, a homenagem está contida no nome da cidade e também junto ao mar onde uma grande escultura apresenta o matemático e seu famoso teorema.

Da sacada do local em que nos hospedamos em Pythagoreio  pudemos observar todos os dias parte da torre do Lykourgos Tower, depois visitamos o espaço por dentro e suas exposições arqueológicas. 

 

Conforme apontei no início desse post, o sonho por visitar a Grécia acompanhou minha existência. Sempre gostei de ler sobre civilizações e filosofia da antiguidade, fator que moldou meus interesses em prol desse tipo de conhecimento.  

Da experiência vivida em Samos ainda pude conhecer Kokkari, outra pequena cidade que não possuía biblioteca pública, lá infelizmente não encontrei qualquer espaço reservado para trocas de livros, mas me rendi a energia do lugar, que parece um pequeno vilarejo com suas águas cristalinas, restaurantes e bares na orla turística. Tudo muito bonito. 
 
 

Esse foi um pequeno resumo dos excelentes dias que vivi nessa viagem à Grécia, agradeço a meu querido Peter por mais esse belo presente e já aproveito para dizer que sai dessa experiência sonhando com outras cidades gregas e oportunidade de conhecer mais museus, mais sitios arqueológicos, mais praias e bibliotecas.


Fotos: Soraia Magalhães
           Peter Janzon
           Manolis Pyrgiotis (foto na sacada da Biblioteca)
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